Laguna 1: geografia

Laguna é uma cidade litorânea atípica.
No litoral brasileiro, com as praias e cidades voltadas quase todas para o leste, Laguna, charmosamente, resolve virar as costas e olhar para o oeste, onde o sol poente mergulha todo final de tarde na Lagoa de Santo Antônio.

Por do sol sob a Lagoa de Santo Antônio, visto do portinho no centro

Por do sol sob a Lagoa de Santo Antônio, visto do portinho no centro. Foto do autor.

Ligando o mar aberto e a laguna que lhe dá o nome, encontra-se um canal, antes sinuoso e raso, hoje mais retilíneo e seguro, pelo menos para embarcações pequenas e barcos pesqueiros de porte médio. Há uma colônia de golfinhos (botos) na lagoa, e o canal é a comunicação deles com o mar aberto onde vão buscar a pesca.
Não fosse a pequena largura do canal, poderíamos imaginar que Laguna é quase uma península, projetada entre o mar e a lagoa interna, fazendo uma composição rara em qualquer litoral do mundo, em que se misturam montanhas e campos planos, praias abertas e lagoas fechadas, canais e rios, banhados e dunas, cabos e faróis.

A "península" lagunense, com as lagoas Santo Antônio, Imaruí e Mirim à esquerda.

A "península" lagunense, com as lagoas Santo Antônio, Imaruí e Mirim à esquerda.

A cidade à leste, a priaia à oeste, os morros no centro, o canal ao sul. Ambas as fotos do Google Maps.

A cidade à leste, a praia à oeste, os morros no centro, o canal ao sul. Ambas as fotos do Google Maps.

Na região habitavam os índios carijós, conhecidos como patos, mas antes deles já habitavam um povo pré-histórico que deixou herança e vestígios fartos: os povos dos sambaquis.
Lamentavelmente, pouco sobrou de alguns sambaquis importantes, um em especial na Carniça (chamada hoje de Campos Verdes), destruídos para fazer areia de calçamentos e coisas assim.

Sambaqui da Carniça, na época considerado o maior do mundo. Hoje deve ter 20% do tamanho.

Sambaqui da Carniça, na época considerado o maior do mundo. Hoje deve ter 20% do tamanho. Para maiores detalhes: http://www.eps.ufsc.br/disserta98/albertina/cap3.htm

Entre a cidade e o mar aberto encontram-se dois morros ligados, o que fez, durante séculos, o caminho entre a praia e a cidade um trajeto a pé de quase três quilômetros, a ser percorrido contornando os morros, ou encarando-os pela parte mais baixa entre eles, numa enorme subida e descida, reduzindo o percurso à metade.
Os morros acabam funcionando como proteção para o forte vento nordeste, comum naquela localização, mas também como impedimento para o crescimento horizontal da cidade. Ou seja: mesmo com o posterior aterramento de parte de sua baía, Laguna estava, desde a sua fundação, espremida entre o canal, a Lagoa e os morros, condenada a ter no seu centro geográfico um tamanho fixo e imutável, impossibilitando a instalação de grandes indústrias no seu perímetro original.

Laguna vista do morro.

Laguna vista do morro. Foto do autor.

Hoje a cidade se estendeu por toda a orla da praia do Mar Grosso, também ao sul, após o canal, e ao norte, na praia do Gi, um gigantesco loteamento com pretensões internacionais está sendo preenchido aos poucos por mansões.

Centro de Laguna, visto da lagoa, em um barco.

Centro de Laguna, visto da lagoa, em um barco, foto do autor. Para maiores detalhes sobre Laguna, ler "Laguna, memória histórica", de Ruben Ulysséa.

O vento nordeste, e também o sul, são constantes e fazem ser comum nas praias a cena de turistas correndo atrás de seus guarda sóis. Nas praias de Laguna, os guarda sóis também se divertem.

Tags: ,

5 Respostas to “Laguna 1: geografia”

  1. VanDerSon Says:

    Gostei da descrição da cidade. Laguna realmente
    tem um diferencial sublime e romantico sob as
    outras cidades do nosso litoral. Parabens Custódio,
    o trabalho está ficando ótimo!

  2. Anônimo Says:

    muito chato

  3. Thiago Says:

    Legal a explicação, eu morava em Laguna nunca fui ver o sambaqui de perto, mas agora quando foi la, vo visitar e ver bem de perto.

  4. Edith Greenhalgh Says:

    Estou a procura de algum dado que possa me levar a origem de minha familia.
    Sei que João Carlos Greenhalgh foi um engenheiro agrimensor, que em 1874 estava a serviço do presidente da província de Santa Catarina.
    De 1881 a 1882 era engenheiro fiscal da Estrada de Ferro Donna Thereza Christina (EFDTC), sendo proprietário de terras em Oratório, no atual município de Orleans, pelas quais passaram os trilhos da estrada de ferro.
    Foi feito um estudo por ele na Bahia em 1860 que indicaria Cascavel para a nova sede da provincia.
    Carlos Othon Schlappal auxiliou o engenheiro Charles Mitchell Smith Leslie, juntamente com o também engenheiro João Carlos Greenhalgh, na medição das terras do patrimônio dotal da Princesa Isabel, resultando na criação da Colônia Grão Pará.
    Trabalhou na construção da estrada de ferro que ligava Mossóro ao porto de navios 17/12/1870 e na construção da estrada de ferro entre Natal e Ceara-mirim em 1872. João carlos era socio da estrada de ferro Ceara-Mirim.Trabalhou também na construção da ferrovia inglesa Natal-Nova cruz 1882.
    Casou-se com Amélia Bessa Greenhalgh filha de Antônio José de Bessa e de Florinda da Conceição Teixeira Nunes, esta última neta de João Teixeira Nunes.

    Guilherme Greenhalgh
    No início do ano de 1876, a Câmara de Vereadores da iminente
    Vila de Santa Maria da Boca do Monte, requer do império a legitimação de suas terras e a discriminação das terras públicas e devolutas das particulares. É contratado para a medição das terras o engenheiro Guilherme Greenhalgh que apresentou ao Governo Geral a possibilidade de uma colônia imigrantista, além das três que se iam definindo no nordeste do RS.
    Trabalhou na construção da estrada de ferro Bahia-Minas.
    Os estudos da linha férrea entre Niterói e Porto Marinho foram entregues a ele por volta de 1890.
    O Mapa da ex-Colônia Silveira Martins, em 1885, elaborado pelo engenheiro Guilherme Greenhalgh e a demarcação dos lotes inicialmente foi feita por ele tb.
    Guilherme Greenhalgh,teve o cargo de chefe da commissão de estudos da Estrada de Ferro do Timbo a Pronria.
    Infelismente não consegui nenhum dados além desses.
    Se tiver algum dado como: nome de filhos e conjugues, data de nascimento ou morte, netos, local de residência, etc… Ficaria muito grata se me enviasse.
    Qualquer dado novo será muito bem vindo.
    Desde já agradeço a atenção.

  5. steffani Says:

    posso ser uma simples garota, mas com grandes sonhos, culturas por exemplo á da guerra dos farrapos, sua historia e muito importante para mim, obrigado as pessoas que fizeram este livro, hoje em dia as pessoas são muito “ignorantes” na suas culturas e vocês fazem um belo papel publicando um livro para as pessoas terem mais conhecimentos e mais cultura.
    Me descupa por chamarem algumas pessoas de “ignorantes” ao meu ver sao nao sabem oque estao perdendo essa estoria e magica estansieros lutando pela:•empostos justo (em relacao a exportaçao do charque e sal)
    •a libertaçao dos negros
    •governo justo
    •entre outros. O movimento também encontrou forças na posição secundária, tanto econômica como política, que a Província de São Pedro do Rio Grande ocupava no Brasil, nos anos que se sucederam à Independência. Diferentemente de outras províncias, cuja produção de gêneros primários se voltava para o mercado externo, como o açúcar e o café, a do Rio Grande do Sul produzia principalmente para o mercado interno. Seus principais produtos eram o charque e o couro, altamente tributados.[10] As charqueadas produziam para a alimentação dos escravos africanos, indo em grande quantidade para abastecer a atividade mineradora nas Minas Gerais, para as plantações de cana-de-açúcar e para a região sudeste, onde se iniciava a cafeicultura[5]. A região, desse modo, encontrava-se muito dependente do mercado brasileiro de charque, que com o câmbio supervalorizado, e benefícios tarifários, podia importar o produto por custo mais baixo[11]. Além disso, instalava-se nas Províncias Unidas do Rio da Prata uma forte indústria saladeiril, da qual participava Rosas, e que, junto com os saladeros do Uruguai, que deixara de ser brasileiro depois da Guerra da Cisplatina, competiria pela compra de gado da região, pondo em risco a viabilidade econômica das charqueadas sul-rio-grandenses. Consequentemente, o charque rio-grandense tinha preço maior do que o similar oriundo da Argentina e do Uruguai, perdendo assim competitividade no mercado interno.[12] A tributação da concorrência externa era uma exigência dos estancieiros e charqueadores[11]. Essa tributação não era do interesse dos principais compradores brasileiros que eram os que detinham as concessões das lavras de mineração, os produtores de cana-de-açúcar e os cafeicultores, pois veriam reduzida a lucratividade das mesmas, por maior dispêndio na manutenção dos escravos.

    Em 15 de março de 1837, Bento Gonçalves tentou escapar da prisão, no Rio de Janeiro, junto de outros companheiros. Porém Pedro Boticário não conseguiu passar por uma janela, por ser muito gordo, e, em solidariedade, Bento Gonçalves desistiu da fuga, na qual escaparam Onofre Pires e o coronel Corte Real.[15] Depois desta tentativa de fuga, foi transferido para a Bahia, onde chegou em 26 de agosto de 1837, ficando preso no Forte do Mar. Conseguiu, com auxílio da Maçonaria, evadir-se da prisão baiana em 10 de setembro de 1837, poucos dias antes do início da Sabinada. Permaneceu algum tempo, clandestino, em Itaparica e Salvador, onde teve contato com membros do movimento.[29] Depois de despistar seus perseguidores, que achavam que tinha partido para os Estados Unidos em uma corveta[15], chegou, via Buenos Aires[11], de volta ao Rio Grande do Sul e, em 16 de dezembro de 1837, tomou posse como Presidente da República.[30] Nesta época os farrapos dominavam praticamente toda a província[15], ficando os imperiais restritos a Rio Grande e São José do Norte.[21]
    A 29 de agosto de 1838 Bento lançou seu mais importante manifesto aos rio-grandenses, onde justificava as irreversíveis decisões tomadas em favor da libertação do seu povo:
    “ Toma na extensa escala dos estados soberanos o lugar que lhe compete pela suficiência de seus recursos, civilização e naturais riquezas que lhe asseguram o exercício pleno e inteiro de sua independência, eminente soberania e domínio, sem sujeição ou sacrifício da mais pequena parte desta mesma independência ou soberania a outra nação, governo ou potência estranha qualquer. Faz neste momento o que fizeram tantos outros povos por iguais motivos, em circunstâncias idênticas. ”
    E no trecho final, um juramento importante:
    “ Bem penetrados da justiça de sua santa causa, confiando primeiro que tudo, no favor do juiz supremo das nações, eles têm jurado por esse mesmo supremo juiz, por sua honra, por tudo que lhes é mais caro, não aceitar do governo do Brasil uma paz ignominiosa que possa desmentir a sua soberania e independência.
    A Marinha Imperial Brasileira controlava os principais meios de comunicação da Província, a Lagoa dos Patos, entre Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande, e a maior parte dos rios navegáveis. Apesar disso era constantemente atacada pelos farroupilhas, quando próximos aos barrancos dos rios. Em 1° de fevereiro de 1838, uma tropa de dois mil farrapos e uma bateria de artilharia conseguiram atacar de surpresa duas canhoneiras e um lanchão no rio Caí, matando quase todos os marinheiros e aprisionando um dos comandantes. [21]
    O fator estratégico de maior efeito a favor do Império era o bloqueio da barra da Lagoa dos Patos, único acesso ao porto de Rio Grande, por onde desembarcavam continuamente os reforços imperiais, e ao mar. A República, na segunda parte do confronto procurava manter a supremacia conquistada na região geográfica da serra do sudeste do Rio Grande do Sul, de relevo irregular e com apenas um rio que comunicava com a Lagoa dos Patos, o Camaquã.
    Foi preciso engendrar uma manobra incomum para conquistar um ponto que pudesse ligar o Rio Grande dos farrapos com o mar. Este ponto era Laguna, em Santa Catarina. O primeiro passo era constituir a Marinha Rio-Grandense. Giuseppe Garibaldi conhecera Bento Gonçalves ainda em sua prisão, no Rio de Janeiro, e obteria dele uma carta de corso para aprisionar embarcações imperiais.[15] Em 1 de setembro de 1838, Garibaldi foi nomeado capitão-tenente, comandante da marinha Farroupilha[18].
    Foi criado um estaleiro, junto a uma fábrica de armas e munições em Camaquã, na estância de Ana Gonçalves, irmã de Bento Gonçalves[18]. Lá Garibaldi coordenou a construção e o armamento de dois lanchões de guerra. Ao mesmo tempo, Luigi Rossetti foi a Montevidéu, buscar a ajuda de Luigi Carniglia e outros profissionais indispensáveis.[18] Após algumas semanas, estava completa a equipagem de mestres e operários. Alguns marinheiros vieram de Montevidéu e outros foram recrutados pelas redondezas.[18][15]
    Os imperiais, informados dos planos farrapos, atacaram o estaleiro de Camaquã, comandados por Francisco Pedro de Abreu, o Chico Pedro, também conhecido por Moringue. Eram mais de uma centena de homens, cercando o galpão com 14 trabalhadores entrincheirados. Giuseppe Garibaldi comanda a resistência durante horas. Quase ao anoitecer, Moringue precipitou-se do esconderijo e levou um tiro no peito, sendo recolhido por seus companheiros, fugindo tão rapidamente quanto chegaram.

    Garibaldi liderando a expedição à Laguna (Lucílio de Albuquerque).

    O Seival
    Terminada a construção dos barcos e lançados à água, os lanchões Seival e Farroupilha, cortando as águas da Lagoa dos Patos, acuados pela armada de John Grenfell, não tiveram muito sucesso: capturaram alguns barcos de comércio desprevenidos, em lagoas ou rios longe da armada imperial. [21] Surgiu, então, o plano de levar os barcos pela Lagoa dos Patos até o Rio Capivari e, dali, por terra, sobre rodados especialmente construídos para isso, até a barra do Tramandaí, onde os barcos tomariam o mar. Assim foi feito, mas não sem dificuldades.
    Os Farrapos, despistando a armada imperial, conseguiram enveredar pelo estreito do rio Capivari e passaram os barcos a terra em 5 de julho de 1839.[18] Puxando sobre rodados, os dois lanchões artilhados, com cem juntas de bois[6], atravessaram ásperos caminhos, pelos campos úmidos – em alguns trechos completamente submersos, pois era inverno, tempo feio com chuvas e ventos, tornando o chão um grande lodaçal. Cada barco tinha dois eixos e, naturalmente, quatro rodas imensas, revestidas de couro cru[6]. Piquetes corriam os campos entulhando atoleiros, enquanto outros cuidavam da boiada[6].

    Almirante da Marinha Imperial Frederico Mariath
    Levaram seis dias até a Lagoa Tomás José[18], vencendo 90 km[5] e chegando a 11 de julho[6]. No dia 13, seguiram da Lagoa Tomás José à Barra do Rio Tramandaí, no Oceano Atlântico, e, no dia 15, lançaram-se ao mar com sua tripulação mista de 70 homens. O Seival, de 12 toneladas, era comandado pelo norte-americano John Griggs, conhecido como “João Grandão”, e o Farroupilha, de 18 toneladas, comandado por Garibaldi – ambos armados com quatro canhões de doze polegadas, de molde “escuna”[6]. Por fim, a 14 de julho de 1839, os lanchões rumaram a Laguna para atacar a província vizinha. Na costa de Santa Catarina, próximo ao rio Araranguá, uma tempestade pôs a pique o Farroupilha, salvando-se milagrosamente uns poucos farrapos, entre eles o próprio Garibaldi.
    Enquanto isto, Grenfell continuava a caça à marinha farroupilha. Com o vapor Águia e diversas canhoneiras e lanchões, atacou a base de Camaquã e apreendeu três lanchões e duas lanchas; mas era tarde, pois ali teve a notícia de que Garibaldi já estava longe, a caminho de Laguna.[21]
    REPUBLICA JULIANA
    Com a chegada da marinha farroupilha a Santa Catarina, unindo-se às tropas do exército, sob o comando geral de David Canabarro, foi possível preparar o ataque a Laguna por terra e pela água. A marinha farroupilha entrou através da Lagoa de Garopaba do Sul, passando pelo rio Tubarão, e atacou Laguna por trás, surpreendendo os imperiais que esperavam um ataque de Garibaldi pela barra de Laguna e não pela lagoa. Garibaldi tomou um brigue e dois lanchões, enquanto somente o brigue-escuna Cometa conseguiu escapar para o mar.[21]
    Laguna foi tomada, com ajuda do próprio povo lagunense, a 22 de julho de 1839. A 29 deste mês proclamou-se a República Juliana[11], feito um país independente, ligada à República Rio-Grandense pelos laços do confederalismo.
    Após conquistar Laguna, as forças farroupilhas continuaram rumo ao norte, perseguindo as tropas imperiais, avançando cerca de 70 km até a planície do rio Maciambu. O avanço foi contido devido a um entrincheiramento das forças imperiais, protegidas pela geografia do Morro dos Cavalos, que dificultava o acesso das tropas farrapas e lhes bloqueava o avanço para o ataque a Desterro, hoje Florianópolis. [31]
    Com a tomada de Laguna, praticamente metade da província catarinense ficou em mãos republicanas. A incorporação da vila de Lages, também sob controle rebelde, ao novo estado, levou o território da República Juliana a se estender do extremo meridional até o planalto catarinense. [31] Foi então organizada a República Juliana, sendo convocadas eleições para constituição do governo. Canabarro ficou à frente do governo da nova república até 7 de agosto de 1839, quando foi convocado o colégio eleitoral. Foram eleitos para presidente o tenente-coronel Joaquim Xavier Neves e para vice o padre Vicente Ferreira dos Santos Cordeiro. Como Xavier Neves estava em São José bloqueado pelas forças imperiais, o padre Vicente Cordeiro assumiu a presidência.[31]
    Os farroupilhas ainda fizeram incursões navais mais ao norte, chegando a atacar a barra de Paranaguá em 31 de outubro de 1839. Uma escuna e um lanchão farroupilhas capturaram a sumaca Dona Elvira, porém foram combatidos pelos canhões da fortaleza e obrigados a retroceder. A escuna recuou rumo ao norte, porém o lanchão, mais pesado, por ali parou e foi capturado por uma lancha com vinte homens comandada pelo alferes Manuel Antônio Dias, sendo a lancha Dona Elvira recuperada. [32]

    Retrato de Anita Garibaldi (1839).
    O império impôs um bloqueio naval, que buscava estrangular a república economicamente. Garibaldi ainda conseguiu furar o bloqueio com três barcos, capturou dois navios de comércio, trocou tiros com o brigue-escuna Andorinha e tomou o porto de Imbituba.[21] Alguns dias mais tarde retornou a Laguna, em 5 de novembro.[21]
    Pouco tempo depois o império reagiu com força total, comandado pelo General Andréa, comandante de armas de Santa Catarina[23], com mais de três mil homens atacando por terra. Enquanto isto, por mar, o Almirante Imperial Frederico Mariath, com uma frota de 13 navios, melhor equipados e experientes, iniciou a batalha naval de Laguna. Garibaldi fundeou convenientemente seus cinco navios, que se bateram contra os imperiais valentemente, mas sem chances de vitória.[21] Nos navios farroupilhas nenhum comandante ou oficial escapou com vida. [21] O próprio Garibaldi, vendo a derrota iminente, queimou seu navio, a escuna Libertadora, e se juntou à tropa de Canabarro[21], que preparou a retirada de Laguna[6]. Era o fim da marinha farroupilha.
    Os imperiais retomaram Laguna a 15 de Novembro de 1839. Garibaldi fugiu com Ana, que se tornaria conhecida como Anita Garibaldi, uma mulher lagunense casada, cujo esposo alistara-se no exército imperial, abandonando-a, um escândalo para a época. Anita veio a ser sua companheira de todos os momentos, lutando lado-a-lado com Garibaldi tanto nos pampas gaúchos como na Itália, onde é considerada heroína.
    1840: os farrapos perdem território

    Até o ano de 1840, podia-se perceber um período de ascensão farroupilha, com várias vitórias no campo militar.[12] Após esse período, é perceptível uma situação de decadência, iniciada com a queda de Laguna[17]. O General Andréa, que havia retomado Laguna, logo é nomeado o novo Presidente Imperial da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul e Comandante do Exército Imperial na Província.[23] Também começaram as desavenças políticas entre os farroupilhas, com consequências funestas no futuro.[15]
    No começo de 1840, os farroupilhas controlavam boa parte do interior, mas não tinham uma saída para o mar.[20] Além disso, enquanto as tropas rio-grandenses se concentravam no cerco de Porto Alegre, Caçapava, a capital da República desde 14 de fevereiro de 1839[34], considerada inexpugnável por causa do difícil acesso[35], foi invadida pelos imperiais. Instalou-se a capital em Alegrete, em 28 de março.[34].
    No mesmo ano, no combate de Tabatingaí, João Propício Mena Barreto e suas tropas derrotaram 250 farroupilhas, prendendo Onofre Pires, levado para Porto Alegre[17]. Em Julho os Farrapos perderam São Gabriel. Francisco Pedro de Abreu, o Moringue, surpreendeu Antônio de Sousa Neto, quase fazendo-o prisioneiro. Finalmente Bento Gonçalves, em campanha pela conquista de São José do Norte junto com Domingos Crescêncio de Carvalho e 1200 homens, travou duríssima batalha de quase nove horas, tomando a cidade por pouco tempo. A reação vinda de Rio Grande expulsou os farrapos embriagados[17].
    Estes insucessos e alguns desentendimentos com Bento Gonçalves[23] deram pretexto a Bento Manuel, tido como fiel da balança[36] do confronto, para abandonar os revolucionários. Escreveu ao Ministro da Guerra da República, José Mariano de Mattos, demitindo-se do exército, ao mesmo tempo em que escrevia para o presidente da província pedindo uma anistia para si e alguns amigos.[23] Anistiado, foi refugiar-se no Uruguai, desiludido com o sistema republicano que, segundo ele, “parece em teoria governo dos anjos, porém na prática nem mesmo para diabos serve”. [20]

    Alegoria Farroupilha, guache do século XIX. Acervo do Museu Júlio de Castilhos
    Bento Gonçalves, ainda no ano de 1840, em decorrência dos insucessos, acenou ao Império com a possibilidade de acordo. Bento pediu a Álvares Machado salvo-condutos para que companheiros seus pudessem atravessar impunemente os locais conquistados pelo império, a fim de acertar com os chefes imperiais os detalhes de uma rendição coletiva dos Farrapos. Levavam, efetivamente, uma carta com este desígnio. Porém, havia uma outra mensagem oral a ser dada àqueles líderes, que não podia ser escrita. A manobra, porém, foi tão bem pensada e executada que enganaria até mesmo seus companheiros de luta, e motivou uma carta de reprovação escrita por Domingos José de Almeida, então Vice-Presidente e Ministro da Fazenda da República Rio-Grandense.
    Os combates continuaram em diversas frentes: em novembro de 1841, Chico Pedro fez 20 prisioneiros e tomou 400 cavalos dos Farroupilhas, perto de São Gabriel; em Rincão Bonito o coronel João Propício Mena Barreto provocou 120 mortes, fez 182 prisioneiros e tomou 800 cavalos; em 20 de janeiro de 1842 Chico Pedro, atacado por Bento Gonçalves e 300 homens, derrotou-o, provocando 36 mortes, 20 prisioneiros e capturando toda a bagagem, sofrendo somente 3 mortes e 7 feridos.[26]
    Uma Assembleia Constituinte havia sido convocada em 10 de fevereiro de 1840, porém manobras de Bento Gonçalves, que não queria perder poderes, levaram a que somente em 1842 fosse promulgada a Constituição da República[17], o que deu um ânimo momentâneo à luta.
    Reforços Liberais

    O fim das rebeliões em outras províncias, como a Sabinada na Bahia e a Revolução Liberal de 1842 em São Paulo, trouxeram novos reforços às tropas farrapas. Entre eles, vieram da Bahia:
    Daniel Gomes de Freitas (signatário depois do tratado de paz)
    coronel Manoel Gomes Pereira, que financiou a fuga de Bento Gonçalves. Saiu da Bahia no início de janeiro de 1838, estava em Montevidéu em missão de recrutamento quando a Sabinada acabou e dali foi procurar seus amigos rio-grandenses, sendo bem acolhido e presenteado por Bento Gonçalves com o posto de coronel, servindo no Estado Maior. Veio com uma fortuna arrecadada para comprar barcos de guerra, que jamais navegaram, mas adquiriu uma chácara em Montevidéu, depois de cobrar de Bento o dinheiro que tinha lhe emprestado.[37].
    João Rebelo de Matos, Bento José Roiz, José Pinto Ribeiro, João Francisco Régis, todos militares transferidos da Bahia e envolvidos na Sabinada e que se rebelaram na Fortaleza da Barra do Sul, na Ilha de Santa Catarina, entregando a fortaleza aos Farrapos e se juntando ao movimento, em 1839.[31]
    Francisco José da Rocha, teria vindo da Bahia acompanhando Bento Gonçalves, era a maior autoridade maçônica na Província; sua promoção a tenente-coronel pelos farroupilhas foi um dos motivos que levaram Bento Manuel a abandonar o lado republicano.[38]
    João Rios Ferreira
    De São Paulo veio Rafael Tobias de Aguiar[12], chefe da Revolução Liberal de 1842, que foi pouco depois preso em Palmeira das Missões e levado para a Fortaleza da Laje, no Rio de Janeiro.
    Por outro lado, o fim destas outras rebeliões também liberou as tropas do exército brasileiro para concentrarem todos seus esforços contra os farroupilhas.

    O duelo entre Bento Gonçalves e Onofre Pires

    A República Rio-Grandense não ficou isenta das disputas pelo poder. Em Dezembro de 1842, quando se instalou a Assembleia Constituinte Farroupilha, as divergências se exteriorizaram, contrapondo a maioria de Bento Gonçalves e a minoria de Antônio Vicente da Fontoura[39]. Isto levou a que o projeto de Constituição, publicado em fevereiro de 1843, tivesse prejudicada a sistematização das ideias de todos aqueles que ainda estavam na revolução ou a apoiavam[39].
    Em 4 de agosto de 1843, Bento Gonçalves renunciou à presidência da República Rio-grandense por conta de uma campanha de intrigas, assumindo seu vice Gomes Jardim.[15] Lançou ao mesmo tempo um manifesto dizendo-se acometido de uma enfermidade pulmonar, que talvez já o estivesse incomodando, e incitou os farroupilhas a se unir em torno do novo presidente. Passou em seguida a comandar uma divisão do Exército Rio-Grandense.
    Os opositores, entre eles o deputado Antônio Vicente da Fontoura, induziram Onofre Pires a destratar Bento Gonçalves, acusando-o do assassinato de Paulino da Fontoura.[15] Onofre foi por isso desafiado por Bento para um duelo, realizado em 27 de fevereiro de 1844. Durante o duelo Onofre foi ferido no braço direito e, apesar de socorrido por Bento, faleceu dias depois, por complicações advindas do ferimento.[15]

    A primeira negociação de paz ocorreu com a nomeação de Francisco Alves Machado para presidente da província, o qual ofereceu a Bento Gonçalves anistia plena para negociar um tratado. Bento respondeu em carta, a 7 de dezembro de 1840, propondo que: as dívidas contraídas pela república fossem pagas pelo governo imperial, os escravos que haviam sido alistados como soldados republicanos fossem libertados e que os oficiais revolucionários fossem garantidos em seus postos, quando aproveitados em serviço da Guarda Nacional. Para melhor firmar o tratado, Bento Gonçalves solicitou uma conferência com o presidente, porém Alvares Machado negou-a por saber que os farrapos tentavam aliciar à sua causa diversos legalistas, como o coronel Manduca Loureiro e o coronel João da Silva Tavares. A recusa da conferência importou em suspensão da anistia e consequente continuação da luta. [40]
    O sistema de guerrilha e a troca constante de presidentes e comandantes de armas prolongaram a luta até que o Barão de Caxias (futuro Duque) foi nomeado Presidente da Província e Comandante Supremo Imperial em 9 de novembro de 1842[17][20], reorganizando o exército e chamando para seu Estado Maior a Bento Manuel Ribeiro[23], que tinha se recolhido para o Uruguai[20]. O barão empregava toda sua força de 12 000 homens[20], conhecimento, inteligência e experiência para minar a relativa supremacia farrapa no interior, que contava com apenas 3500 homens[20]. Entre as várias ações, iniciou uma campanha de estrangulamento da economia da República, atacando as cidades da fronteira que permitiam o escoamento da produção de charque para Montevidéu e Laguna[20], comprando cavalos para impedir que os Farrapos tivessem montaria [17] e reativando o comércio.
    Lima e Silva, porém, não conseguiu atrair os farrapos para uma batalha campal decisiva. O exército republicano, sabendo de sua inferioridade numérica e de armamentos, evitou o combate direto, tendo a campanha permanecido como uma série de pequenos combates e escaramuças[20]; quando perseguidos, os farroupilhas se refugiavam no Uruguai[20].
    Em 1844, Fructuoso de Rivera propôs intermediar a paz entre legalistas e republicanos. Manuel Luís Osório foi enviado ao acampamento de Rivera, onde encontrou-se com Antônio Vicente da Fontoura, para avisar que Lima e Silva recusava a proposta de paz [17], mas que poderia haver tratativas com o governo, porém sem a presença de terceiros[20] . Vicente da Fontoura foi enviado à corte para discutir a paz.
    Luís Alves de Lima e Silva recebeu instruções do Império, que temia o avanço de Rosas sobre o território litigante, para propor condições honrosas aos revoltosos, como a anistia dos oficiais e homens, sua incorporação ao Exército Imperial nos mesmos postos e a escolha do Presidente da Província pela Assembleia Provincial, taxações sobre o charque importado do Prata. [15]
    Entretanto, uma questão permanecia insolúvel, a dos escravos libertos pela República para servir no exército republicano. Para o Império Brasileiro, era inaceitável reconhecer a liberdade de escravos dada por uma sedição, embora anistiasse os líderes da mesma revolta.
    Em Novembro de 1844, estavam todos em pleno armistício. Suspensão de armas, condição fundamental para que os governos pudessem negociar a paz, levando ao relaxamento da guarda no acampamento da curva do arroio Porongos. Canabarro e seus oficiais imediatos foram a uma estância próxima visitar a mulher viúva de um ex-guerreiro farrapo e o coronel Teixeira Nunes e seu corpo de Lanceiros Negros descansavam. Foi então que apareceu Moringue, de surpresa, quebrando o decreto de suspensão de armas. Mesmo assim o corpo de Lanceiros Negros, cerca de 100 homens de mãos livres, pelearam, resistiram e bravamente lutaram até a aniquilação, em uma posição de difícil defesa. Além disso, foram presos mais de 300 republicanos entre brancos e negros, inclusive 35 oficiais.
    O general Canabarro, recuperado, reuniria ainda todo o restante de seu exército, cerca de 1.000 homens, e atacaria Encruzilhada a 7 de dezembro de 1844, tomando-a e mostrando assim que a sua intenção não era entregar-se.
    [editar]

    Por fim, a 1 de Março de 1845, assinou-se a paz: o Tratado de Poncho Verde ou Paz do Poncho Verde[11], após quase dez anos de guerra que teria causado 47.829 mortes[26]. Entre suas principais condições estavam a anistia plena aos revoltosos, a libertação dos escravos que combateram no Exército piratinense e a escolha de um novo presidente provincial pelos farroupilhas. [15] O cumprimento parcial ou integral do tratado até hoje suscita discussões. A impossibilidade de uma abolição da escravatura regionalmente restrita, a persistência de animosidade entre lideranças locais e outros fatores administrativos e operacionais podem ter ao menos dificultado, senão impedido o cumprimento integral do mesmo. Tal discussão é remetida para o artigo principal deste assunto.
    Dos escravos sobreviventes, alguns acompanharam o exército do general Antônio Neto em seu exílio no Uruguai, outros foram incorporados ao Exército Imperial e muitos foram vendidos novamente como escravos no Rio de Janeiro.
    A atuação de Luís Alves de Lima e Silva foi tão nobre e correta para com os oponentes que a Província, novamente unificada, o indicou para senador. O Império, reconhecido, outorgou ao general o título nobiliárquico de Conde de Caxias (1845). Mais tarde, (1850), com a iminência da Guerra contra Rosas, seria indicado presidente da Província de São Pedro do Rio Grande.

    Por fim, a 1 de Março de 1845, assinou-se a paz: o Tratado de Poncho Verde ou Paz do Poncho Verde[11], após quase dez anos de guerra que teria causado 47.829 mortes[26]. Entre suas principais condições estavam a anistia plena aos revoltosos, a libertação dos escravos que combateram no Exército piratinense e a escolha de um novo presidente provincial pelos farroupilhas. [15] O cumprimento parcial ou integral do tratado até hoje suscita discussões. A impossibilidade de uma abolição da escravatura regionalmente restrita, a persistência de animosidade entre lideranças locais e outros fatores administrativos e operacionais podem ter ao menos dificultado, senão impedido o cumprimento integral do mesmo. Tal discussão é remetida para o artigo principal deste assunto.
    Dos escravos sobreviventes, alguns acompanharam o exército do general Antônio Neto em seu exílio no Uruguai, outros foram incorporados ao Exército Imperial e muitos foram vendidos novamente como escravos no Rio de Janeiro.

    E POR FIM…
    A Casa das Sete Mulheres foi uma minissérie brasileira produzida pela Rede Globo e exibida entre 7 de janeiro e 8 de abril de 2003, às 23 horas, totalizando 52 capítulos.
    Foi escrita por Maria Adelaide Amaral e Walter Negrão, com colaboração de Lúcio Manfredi e Vincent Villari, baseada no romance homônimo da escritora gaúcha Letícia Wierzchowski, e dirigida por Teresa Lampreia, com direção geral de Jayme Monjardim e Marcos Schechtmann, e direção de núcleo de Jayme Monjardim.
    A minissérie apresentou Eliane Giardini, Camila Morgado, Samara Felippo, Mariana Ximenes, Daniela Escobar, Nívea Maria e Bete Mendes como as Sete Mulheres, e ainda Thiago Lacerda, Giovanna Antonelli e Werner Schünemann, como os grandes heróis da Revolução Farroupilha, vivendo seus personagens figuras verídicas, que complementaram a história do país, sendo os mesmos, grandes ícones nacionais.

    Diferenças entre a minissérie e o romance

    Na adaptação do romance de Letícia Wierzchowski para a televisão, os autores e a emissora tomaram algumas liberdades que, no entender de estudiosos da cultura gaúcha, foram excessivas, tais como:
    No romance, enfatiza-se o caráter conservador na educação das filhas dos estancieiros gaúchos no século XIX, assim como a pobreza e rotina de seu cotidiano (especialmente na situação de confinamento em que se encontravam). Relacionamentos amorosos eram tratados com recato. Na minissérie, o comportamento das personagens femininas pouco se diferencia do comportamento das mulheres nas novelas ambientadas no Rio de Janeiro do século XXI.
    O isolamento das sete mulheres é enfatizado no romance e é essencial para o desenvolvimento dramático e psicológico das personagens. Visitas eram esporádicas; os acontecimentos externos permaneciam distantes; só ficavam conhecidos por meio de cartas e mensageiros. Na minissérie, para manter o interesse do público, a casa é palco de frequentes encontros e festas, e as personagens se envolvem diretamente em episódios da revolução.
    O relacionamento de Manuela e Garibaldi foi descaracterizado. No romance, ambos rompem porque Manuela, uma personagem real, não teve coragem de deixar a casa e acompanhá-lo. Sofreu o resto da vida por isso: nunca se casou e teve uma vida solitária, sendo apontada nas ruas de Pelotas, onde foi morar, como a noiva de Garibaldi. Além disso, no romance, Anita é apenas citada, mas não aparece. Da mesma forma, na minissérie, após o rompimento ter sido mostrado tal como no romance, Manuela, ao saber do novo relacionamento de Garibaldi, vai a seu encontro, enfrenta Anita e se envolve nos combates da Revolução Farroupilha. Sem transição, torna-se uma personagem forte e decidida. Toma a decisão que Garibaldi esperava dela, e no romance não teve coragem de tomar. Esta mudança não passou despercebida dos espectadores da minissérie, que, em centenas de cartas e mensagens eletrônicas, pediam aos autores que no final Garibaldi e Manuela ficassem juntos.
    A personagem Maria Gonçalves, no romance, se mostra como uma mulher gentil e meiga, que ama o marido; na minissérie, é desagradável com as três filhas e com o filho Antônio (cuja existência é ignorada na minissérie).
    No romance, Manuela tem cerca de 15 anos; na minissérie, Manuela aparenta ter, no mínimo, 22 anos. A ordem de nascimento no romance também foi alterada na minissérie: o mais velho é Antônio (o qual não aparece na minissérie), Rosário, Mariana e Manuela; na minisérie, Manuela é mais velha que Rosário, que é mais velha que Mariana. Da mesma forma, Caetano possui 15 anos no romance, enquanto na minissérie sua idade é 19 anos.
    A minissérie cometeu também um deslize geográfico: a ação se passa na região de Camaquã e Cristal, no Rio Grande do Sul, entre a serra do sudeste e a costa da Lagoa dos Patos, uma planície com poucas elevações que se estende do sul de Porto Alegre até o extremo meridional do Uruguai. No entanto, aparecem seguidas cenas tomadas no cânion do Itaimbezinho, situado na serra gaúcha, em Cambará do Sul.
    [editar]

    • nessa minissérie vocês vão intender melhor,
    falo com tanta certeza que as pessoas são tao “IGNORANTES”, por que um dia eu já fui e comessei a amar e dedicar minha vida por ela….

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: